domingo, 7 de fevereiro de 2021

Documentário: Amapá Quem vai pagar a conta? (Apagão no Amapá 2020)

 

Um incêndio em 3 de novembro/2020 destruiu o transformador que levava luz à maior parte da população do estado do Amapá, provocando um apagão de 22 dias. Este é o cenário retratado no documentárioAmapá: quem vai pagar a conta?”, dirigido pelo premiado cineasta Carlos Pronzato. Documentário “Amapá: quem vai pagar a conta?” abre debate sobre riscos de “apagões” em serviços essenciais frente às privatizações.  Assista ao documentário disponível gratuitamente no Youtube

AMAPÁ, QUEM VAI PAGAR A CONTA? l Documentário completo de Carlos Pronzato

A hashtag #SOSAmapá foi usada nas redes sociais para chamar a atenção das autoridades sobre a situação do apagão no estado.

Com quase 90% da população (cerca de 765 mil pessoas) afetada, o filme retrata como grande parte das cidades do Amapá, em plena pandemia da Covid-19, enfrentou os problemas no fornecimento de energia elétrica, que também interrompeu o abastecimento de água, serviços de telefonia e internet, impôs dificuldades para comprar e armazenar alimentos, entre tantos outros. Pronzato realizou mais de 30 entrevistas durante os dias do apagão na capital Macapá, coletando depoimentos de populares, professores e trabalhadores em geral, que vivenciavam o caos. Parte das conversas ilustram o documentário, assim como entrevistas com militantes sociais e sindicais que apontam causas e negligências que levaram o estado a esse caos. Os presidentes da Confederação e Federação Nacional dos Urbanitários, Paulo de Tarso e Pedro Blois, respectivamente; o presidente do Sindicatos dos Urbanitários do Amapá, Jedilson Oliveira, e o integrante da Coordenação Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB, Iury Paulino, são alguns dos entrevistados que explicam como a privatização de um setor estratégico para o país foi a causa primordial do apagão. A sucessão de problemas ocorridos desde a privatização da concessionária de energia elétrica no Amapá é revelada no episódio, que aponta ainda a necessidade de fiscalização de empresas privadas por parte da Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel - e do Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS - e questiona quem deve arcar com os prejuízos. O debate do tema ganha mais urgência com acontecimentos similares ocorridos no final de 2020 e início de 2021. Entre os dias 31/12 a 3/1, Teresina (Piauí) também viveu um apagão. 


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