sexta-feira, 25 de março de 2022

Questão polêmica: Para ter relevância no mercado é preciso praticamente ser um social media?

 

""todo mundo tendo que virar Tiktoker, Youtuber, produtor de conteúdo sobre suas próprias profissões para tentar algum destaque num mercado de trabalho com cada vez menos direitos. Do nada tu se vê fazendo trampo de social media de graça e o trabalho vai consumindo todas as esferas. "
A Carolina Sanches, usuária do Facebook, fez uma importante reflexão sobre o mercado de trabalho atual: "Para ter relevância no mercado, é preciso profissionalizar suas redes, praticamente ser um social media?". A postagem da Carolina teve mais de 2 mil curtidas e mais de 600 comentários. Abaixo, o texto dela que acompanha a imagem acima:

"Isso é algo que me incomoda profundamente. Para ter relevância no mercado, é preciso profissionalizar suas redes sociais, praticamente ser um social media? 

E ainda tem outras questões, como relevância. Um recorte curioso: a Malala tem 1.6m de seguidores. A Juliette está com 29m. Sacam o nó? Números e likes são balizadores? 

Quando busco sobre autores relevantes no mundo, roteiristas que admiro, galera sinistra mesmo, sempre me surpreendo com os números abaixo de 10k de seguidores e redes totalmente normais: eles usam o tempo deles na profissão deles, sem precisar ficar o dia inteiro se vendendo nas redes sociais. 

Percebi também que isso acontece mais no Brasil, não é um fenômeno mundial não. O que tem a ver com a questão econômica do país, a uberização das nossas profissões. O que é triste pra cacetaaaaa. 

Ainda tem a questão da linguagem: muita gente fod*, que sabe muitoooo de sua área de atuação, não tem experiência em produção de conteúdo para o digital. Acabam fazendo uns conteúdos meio blé e acabam se queimando, como se não fossem bons. E tem muita gente envelopando vento e parecendo que são furacões. Gente com conhecimento básico, parecendo grandes especialistas. Sério, muito cansaço do mercado. 

Ao mesmo tempo, parece ser um caminho sem volta e ainda não conseguimos achar um equilíbrio. 

Eu trabalho muito em projetos especiais, com contratos de sigilo, confidencialidade (consultoria e conteúdo é isso). Não posso postar tudo o que faço, mas tô pensando também se eu quero fazer isso. E se eu posso ter a opção de não fazer!! Será que tenho?? Não sei. Não sei de verdade. 

Vocês pensam nessas coisas? Isso incomoda vcs? Ou é tudo de boa?"

Com a repercussão, ela atualizou o texto com o "update" abaixo:

"[UPDATE: levei um susto ao ver a quantidade de gente respondendo. Esqueci de botar privado o post! 💁🏻‍♀️ Acalmem-se pequenos gafanhotos. Não existe verdade, não existe resposta única, apenas uma percepção de como anda o mercado. Zero pretensão de aprofundar questão alguma. Foi um post pensando alto. Mas, pelo visto, muita gente pensa parecido. Meu problema não é a tecnologia e nem as redes, né gente? Bora interpretar texto. Meu problema é ver profissionais tendo que trabalhar ainda mais para mostrar na vitrine das redes que eles têm relevância. Se não postar, não existe, some. Meu problema é ver gente com conteúdo merda, mas investindo numa fórmula cafona de estética pasteurizada tento mais visibilidade do que gente muito competente. Isso é a evolução? Cê jura? Pode ser a nova regra do jogo, mas evolução não. Ainda fecho o texto refletindo se é um caminho sem volta. Provavelmente é. Mas a gente tem que problematizar isso! SIGAMOS!!! E boa sorte pra todos! ❤️]"

Fonte: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=527602755267960&id=100040547213493

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